As vezes os ruídos fazem a gente perder de vista jogos bem legais. Felizmente o Café Nerd está aqui pra lembrar que eles também importam.
Os games geralmente chamam atenção quando tem um orçamento astronômico, uma grande equipe de produção, ou uma história toda cheia dos detalhes. Entretanto, essa não é a história completa: tem game menor que chama a atenção por algo diferente, como intenção clara, e uma proposta até simples, porém bem definida e apresentada de maneira cativante. O mundo dos games pode ser bem predatório, então não é raro esses projetos serem deixados na sombra do anonimato.
Felizmente o Café Nerd não fica de olho nas modinhas, que nem sempre são tão legais assim. Se elas chegam pra tanta gente é porque bem... Alguns estúdios tem um time de marketing melhor que outros. Aqui vale a lei da Pessoa que Vos Fala, e graças a ela dois games indies com propostas diferentes, porém muito interessantes, apitaram no radar. Elas mostram que se você sente que a indústria dos jogos está saturada de coisas iguais, você está sentindo certo. Mas que apesar disso ainda existe motivos pra se animar.
Lost and Found tem uma simplicidade carismática e irresistível
O game da Bit Egg Inc é uma versão fofa e mágica de Onde Está Wally, o cara vestido de vermelho e branco que se esconde em cenários altamente ilustrados. Trabalhando como estagiário da Deusa Mei, o jogador se junta a um time que recupera objetos perdidos, e detalhe: depois de ter sido encontrado como um patinho de borracha.
Os cenários de Lost and Found tem várias coisas acontecendo ao mesmo tempo: gente conversando e tomando uma bebida, doguinho dormindo, um dragão soltando fogo. Tem uma lista de objetos para serem encontrados, e como você esperaria nesse tipo de game, uns cenários e objetos são fáceis, e outros são mais desafiadores. Tem ainda desafios, easter eggs e surpresas, sendo uma ótima pedida pra relaxar, se divertir, e deixar o coração quentinho.
Table Battle Simulator torna algo normal ainda mais divertido
Se o mundo dos games tem comunidades ativas e engajadas, os jogos de tabuleiro, os RPG físicos, não ficam atrás. Um bom exemplo é a série de games Warhammer, que nasceu de um jogo de tabuleiro. A Kiki Games pegou isso e inverteu, criando Table Battle Simulator, um jogo nascido da mistura de vários elementos interessantes que chama a atenção sem depender de 120 FPS.
Quando você vai numa loja de colecionáveis, a primeira, ou uma das primeiras coisas que te chama a atenção são os bonecos. Action figures, Funkos, coisas do tipo. Nesse game você reúne esses bonecos pra montar a sua mesa pra entrar em batalhas automáticas - o game é um auto battler, pra ficar mais fácil de entender. É divertido pela batalha, sim, mas é ainda mais maneiro por ser um simulador de abrir caixas de colecionáveis sem gastar dinheiro.
Papo sério
Em meio ao oceano de anúncios que acontece sem parar - próximo ao natal de 2025 tinha game sendo lançado - é fácil deixar jogos passarem batidos no meio de tanto ruído. É culpa nossa? Também. Não é um exercício fácil de tirar a maioria do interesse dos grandes lançamentos. Se você consegue isso, a perspectiva enxerga jogos que de alguma forma escorregaram pra debaixo do sofá, mas são tão legais que valem a nossa atenção.



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