Hora de dar mais uma espiada em trailers de games indie e descobrir o que os desenvolvedores estão aprontando.
Arida 2: Rise of the Brave
Eu queria ter prestado mais atenção no trailer de Árida 2: Rise of the Brave, mas tem um problema de comunicação que me incomoda. A página da Steam tem as mesmas informações do primeiro game, com uma observação de ser o segundo da série. Isso passa a ideia de que Cícera é uma personagem nova, mas ela é do game anterior. Então eu não sei o que esperar de Árida 2.
Isso é uma pena, pois o trailer é legal. Você pode ver a evolução gráfica e o esforço para entregar algo mais polido - um esforço válido ainda mais por contar a história do sertão brasileiro. Entretanto, a comunicação precisa ser um pouco mais clara, mesmo que seja dizendo "mais informações em breve." Assim você estabelece a expectativa certa para o projeto.
Laser Guy
O trailer de Laser Guy é divertido e bem real: ele mostra a rotina de trabalho puxada dos desenvolvedores de jogos, quando um fica tão estressado que vira o Cyclops dos X-Men. Agora atirando feixes de luz pelos olhos, ele precisa navegar pelos cenários sem acertar os amigos. A pixel art como linguagem visual é uma boa escolha, pois conversa bem com a proposta do jogo.
Diferente de Árida 2, a página da Steam comunica exatamente o que Laser Guy é, estabelecendo as expectativas de imediato. Isso é muito bom porque comunicação clara numa plataforma que lança milhares de games por ano é fundamental. Meu único porém com o game é reproduzir a estética de TV CRT em formato widescreen. A imagem fica meio esticada pros lados, e causa certo desconforto visual.
Tem uma coisa no trailer de Bravo, Gaspar! que eu adoro: a câmera isométrica. Não canso de dizer como isso é uma das minhas coisas favoritas nos games, pois tornam eles em dioramas que me fazem sentir ainda mais imersa. Aqui o recurso é usado pra mostrar algo meio sinistro: o espetáculo do Conde Gaspar, no qual o protagonista tem que sobreviver aos desafios com um conceito bem interessante. O teatro.
Isso cria um espetáculo teatral, cruel e perigoso no qual o simpático carinha com uma tampa de garrafa na cabeça tem que ser criativo e ligeiro pra entreter o anfitrião. Por ser um roguelike, morrer nesse game vai ser algo inevitável... Mas com uma diferença bem legal: em vez de morrer, ele transforma isso em se apresentar de novo, um jeito criativo de usar o roguelike como linguagem pra contar a história.
Por hoje esses são os trailers, mas eu volto com mais novidades.
Créditos das imagens
- Materiais oficiais dos jogos mencionados






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