Ravens e Cowboys se enfrentam no Rio, mas você já parou pra pensar por que esses dois times têm esses nomes?

Depois do Café ganhar o primeiro artigo sobre a NFL, que se você ainda não leu eu recomendo a espiadinha, temos outro. Baltimore Ravens e Dallas Cowboys se enfrentam em 27 de outubro no estádio do Maracanã e isso me fez pensar: “hm.” Disso saiu uma ideia bem legal porque tudo começa de coisas que eu quero saber: porque Baltimore Ravens e Dallas Cowboys tem esses nomes. E pra surpresa de zero pessoas essa curiosidade rendeu uma ótima história que hoje eu quero compartilhar com você.

Ravens: um nome saído de um poema

O Baltimore Ravens é o representante da American Football Conference (AFC), a mesma conferência à qual pertencem o Kansas City Chiefs e o Buffalo Bills, o time da Pessoa que Vos Fala™. Com dois Super Bowls na conta, o time atualmente é liderado pelo quarterback Lamar Jackson, que entrou para equipe em 2018 após ser uma das escolhas na primeira rodada do Draft.

Mas a história do time começa pra valer em 1996 quando Art Modell recebe autorização da NFL para transferir a franquia de Cleveland para Baltimore. Todo time precisa de um nome, e a sua primeira tentativa foi de recuperar o “Colts”, que era associado à antiga franquia de Baltimore - mas o Indianapolis Colts não quis abrir mão do nome. Começou então um processo de escolha do novo nome com várias opções que viraram cinco finalistas e, por fim, o Ravens sendo o nome escolhido.

A parte mais legal é o contexto que esse nome tem, porque ele vai além da pesquisa e votação. Ravens é também o nome do poema The Raven, ou O Corvo, de Edgar Allan Poe, o famoso escritor que viveu e morreu na cidade de Baltimore. Essa história fica ainda melhor porque o Ravens tem três mascotes: os corvos Edgar, Allan e Poe. E como graças ao Pica Pau o corvo já é amigo dos brasileiros, ver o Poe curtindo no Rio de Janeiro não é estranho - é uma sexta-feira. Literalmente.


Cowboys: de Rangers a Cowboys

Agora a gente pega o chapéu de boiadeiro pra falar do Dallas Cowboys, o representante da National Football Conference (NFC) - a mesma conferência do Seattle Seahawks, campeão do Super Bowl LX. Com nada menos que cinco Super Bowls na conta, o time conta com o quarterback Dak Prescott, que está com o time desde 2016. Enquanto o Ravens tem uma história mais ligada à literatura, a franquia de Dallas tem um pé na cultura norte-americana.

Aqui a gente salta no tempo pra janeiro de 1960, que é quando foi aprovada a franquia de Dallas. O time começou como Dallas Rangers, um nome do qual o fundador Clint Murchison Jr. gostava por causa da conotação histórica, pois a figura do ranger é um símbolo muito forte nos Estados Unidos. Mas, pois quase tudo na vida tem um mas, apareceu um problema: já existia um Rangers - o time de beisebol Dallas Rangers.

Por causa desse impasse, Murchison Jr. e Tex Schramm começam a discutir novas opções de nome até que o fundador escolhe o “Cowboys”. Com isso o Dallas Cowboys vira o nome oficial em abril de 1960, e essa escolha é muito interessante porque tanto o ranger quanto o caubói são figuras norte-americanas com simbolismo relativamente parecido.

Outro detalhe legal é que esse imaginário também aparece no mascote do time, o caubói Rowdy, palavra em inglês com vários significados incluindo “barulhento”. O que é perfeito pra NFL, caótica do jeitinho que o povo gosta.


À primeira vista a NFL pode parecer um fenômeno recente de quando a Taylor Swift começou a namorar o Travis Kelce, mas não é nada disso meu nobre gafanhoto. A liga tem uma história longa, cheia de detalhes perfeitos pra gente curtir com um café.

Anteriormente, a gente descobriu que a bola usada pela liga, algo tecnicamente ‘bobo’, tem uma origem. Agora, depois desse bate-papo aqui, que tem a NFL também é cultura e literatura. Vamos ver qual será a próxima descoberta gostosinha que o mundo da futebola oval vai trazer pra gente.