Em Prospice: Anomalous Logistics um motorista de caminhão trabalha transportando cargas numa ilha amaldiçoada por cadáveres de deuses em eterna podridão. Ele deve cruzar diferentes terrenos carregando cargas assombradas, recuperar artefatos e sobreviver num lugar influenciado pelo pecado original da humanidade. É uma jornada de descobertas, adaptação e ser a testemunha de coisas que deveriam ficar esquecidas.
Novamente aquela situação onde duas ideias que separadamente não fazem sentido, mas quando você as junta, percebe o potencial que existe ali. Eu vi o jogo e logo pensei "cara, isso é tipo um canteiro de obras sobrenatural. Maneiro”, o que é perfeito pro elemento de terror que Prospice tem. Se a natureza do gameplay é andar e explorar cenários abertos e carregar cargas estranhas, não tem como fugir dos horrores que vão aparecer. É quase uma metáfora bem bizarra pra vida de CLT.
Porque um jogo pra ser bom não precisa ser revolucionário - basta juntar bons elementos e criar uma fórmula engajadora. Prospice: Anomalous Logistics deixou uma boa primeira impressão nesse sentido, passando no filtro do Café. Mais ainda, é uma entrada interessante no mundo dos jogos com situações do dia-a-dia e um toque de terror, tipo Five Nights at Freddy’s, The Convenience Store e Fears to Fathom. Eu adoro jogos estranhos.




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