Depois de pausar a carreira, Céline Dion volta com uma música simples, mas com um peso emocional enorme por vários motivos.

Demorei dois dias para descobrir que a Céline Dion tinha lançado uma música nova, "Dansons." Por que isso importa pro Café Nerd? Importa demais, pois a Céline é uma das estrelas mais incríveis da música, é uma das minhas cantoras favoritas, e esse retorno acontece num momento muito simbólico. Para nós duas.

Do silêncio à esperança

Ícone da música e da moda. Céline Dion entrega tudo mesmo sem mostrar o rosto

O simbolismo dessa volta tem a ver com 2022, quando a Céline foi diagnosticada com uma doença que a fez interromper a carreira porque impede de cantar e fazer shows. Essa luta até virou o documentário I Am: Celine Dion, mas não tive coração de assistir - só o trailer já me fez chorar. Quando todo mundo pensou que a doença forçaria a aposentadoria, ela aparece nas Olimpíadas de 2024 cantando "Hymne à L'amour".

Isso deu uma remota esperança de um possível retorno que agora é real. "Dansons" é a primeira música inédita da Céline desde o excelente Courage de 2019. A música nova veio com o anúncio de shows em Paris, o que eu achei sensacional. Mas sabe o que é ainda mais incrível? "Dansons" não é uma música bombástica tipo "Treat Her Like a Lady" ou "Lying Down." É uma música simples falando sobre amor, conexão e dançar.

Muito Além de "My Heart Will Go On"

Foi nesse exato momento do documentário que eu me apaixonei pela Céline

Eu não era bem fã, fã da Céline Dion até 2023, quanto eu assisti Celine - Through the Eyes of the World. Pense num documentário incrível, que mostra a anatomia de uma estrela que vem de uma era com nomes feito Madonna, Whitney Houston, e Mariah Carey - só pra citar alguns. Fiquei encantada, passei a pesquisar e ouvir a discografia dela e olha, Céline vai muito além de "My Heart Will Go On." Uma música que, aliás, eu não suporto.

Hoje, a Céline é, pra mim, um símbolo de paz. Junto com Phil Collins ela é a uma voz que eu escuto as músicas e eu lembro que respirar e não entrar em parafuso. A voz dela entra pelas brechas da ansiedade, coloca uma cadeira pra sentar senta e ficar cantarolando com aquele drama e exagero famosos e que eu adoro. Mais do que isso, ela é uma inspiração em como não é fácil lidar com a fama, mas como é possível não perder a humanidade.

Bem-vinda de volta

Não dá pra traduzir a minha alegria de ver um outdoor desse tamanho 

Céline Dion não precisaria de uma música épica pra marcar o seu retorno, mas se fosse o caso também seria incrível. O peso do simbolismo está nisso: uma mulher que aos 58 anos dá um drible numa doença séria e volta a fazer o que ama. Céline Dion não tem mais nada a provar pra ninguém além de uma coisa: que a música dela ainda encontra espaço em um mundo cada vez mais barulhento.


Créditos das imagens
  • Foto 1 e 2: Divulgação 
  • Foto 3: IMDB
  • Foto 4: AFP - Anna Kurth / RFI