Bloodless transporta o jogador para um mundo de magia e pecados do passado que convergem num empolgante soulslike criado por brasileiros.

Faz muito tempo que eu não conferia um game mobile, algo do qual eu sempre gostei, mas acabei deixando meio de lado porque meu tempo no celular ainda se resume à minha eterna relação tóxica com MOBAs. Mas Bloodless me fez voltar por um motivo especial: com a versão para Android chegando em setembro, os desenvolvedores me convidaram para testar o game antecipadamente. E como esse já é um conhecido da casa, estamos aqui para mais um Café Expresso.

Espie o trailer


Conhecendo Bloodless

Antes da gente falar qualquer coisa, deixa eu te apresentar a história. Bloodless apresenta o jogador à Ronin Tomoe, que volta à Bakugawa. Aqui ela deve enfrentar os fantasmas de seu passado, pois o Shogun que comanda essas terras mágicas de forma violenta é o seu antigo mestre. A história me fez criar uma empatia pela protagonista rapidamente, pois a trama tem uma carga emocional. E por causa disso o jogo introduz uma das mecânicas mais interessantes: o combate não-letal. 


Isso chamou a minha atenção quando eu conheci o game, só que experimentar na prática mudou o meu sentimento pra melhor.



Uma mecânica que quebra expectativas

Explicando: a Tomoe decidiu que não quer mais matar pessoas, então ela não usa espada. Isso faz com que todas as suas lutas sejam baseadas apenas em esquiva e contra-ataque, indo na contramão da primeira ideia que eu tenho de uma história de samurai. Sekiro tem esquiva, Ghost of Tsushima tem esquiva, mas ambos têm espada. Eu amo essa quebra de expectativas porque ela me fez pensar “hm, agora você tem a minha atenção.”


Essa mecânica é muito mais divertida do que eu imaginava, pois a ideia já parecia boa no papel. Só que acertar os meus primeiros contra-ataques e parries me deixou super animada porque é satisfatório demais. Mesmo tendo uns momentos de pânico onde eu só apertei os botões e deixei o resto nas mãos de Deus, foi aquela frustração de errar e pensar “tá, me deixa respirar porque eu quero tentar de novo.”



Beleza sombria e emotiva

Outro ponto alto de Bloodless é a direção de arte muito bonita. É um estilo de pixel art sombrio que combina com a história do jogo, com detalhes que me impressionaram, tipo o reflexo da Tomoe na água quando ela passa por uma ponte e a animação da água. Ou então o fato de que você pode ouvir os tamancos de madeira fazendo tec tec tec a medida que ela anda. 


É um prato cheio para os fãs de pixel art porque mesmo os cenários sendo escuros, não é um Batman vs Superman da vida: o ambiente é legível e a ação é compreensível. 


Bloodless está disponível para PC via Steam desde 2024, enquanto a versão para Android chega em 2 de setembro de 2026. E talvez o mais curioso dessa experiência tenha sido sacudir os meus miolos e me fazer lembrar que eu ainda gosto de jogar no celular." Agora resta descobrir se ele também consegue me manter longe dos MOBAs por mais alguns dias.


☕ Este café é pra quem...

Curte combates empolgantes com gostinho clássico de um soulsike. Também é uma boa pedida pra quem aprecia pixel art e uma história emocionante com samurais.

📌 SOBRE O GAME

Desenvolvedora
Point N' Sheep

Publicadora
Shoreline Games

Gêneros
Soulslike • Ação

Onde jogar
PC • Android

Links
🌐 Site oficial
🎮 Steam

📱 Google Play Store

CRÉDITOS
Imagens: Point N' Sheep