Esses games brasileiros mostram como a cena indie nacional está cheia de ideias criativas e estilos para diferentes tipos de jogadores.
Algo muito legal que virou parte da minha rotina do Café Nerd como revista digital é o quanto eu estou focada na indústria de games antes. A coisa ficou tão louca que se você me perguntar qual o principal lançamento AAA do mês, eu tenho que correr pra olhar no Essenciais, porque de cabeça eu não sei. O cenário indie está cada vez mais bonito - muita gente com ideias incríveis, e iniciativas para promover esses devs.
Mas a minha satisfação aumenta quando games brasileiros surgem na minha caixa de entrada. Dessa vez eles apareceram quase que ao mesmo tempo, provando como o mercado Brasileiro deixou de ser promessa e agora é protagonista. Nesse sentimento a Pessoa que Vos Fala™ traz esses games pra você conhecer, adicionar à wishlist e por que não, conhecer seu próximo jogo favorito.
ARTIUS: Pure Imagination
Mistura gostosa de elementos familiares
Quando eu conheci ARTIUS: Pure Imagination no LinkedIn, gostei muito de como esse game faz uma mistura de elementos gostosa. Artius coloca o jogador no controle de artistas batalhando para salvar a criatividade. A trama e encontra o combo perfeito no design de fases inspirado nos plataformas clássicos como Sonic ou Alex Kidd, e na - minha parte favorita - de cores vibrantes e a direção de arte divertida, quase como um desenho animado.
Raider Kid and the Ruby Chest
Voltando a ser criança do melhor jeito
Raider Kid and the Ruby Chest é outro game que aposta na nostalgia, mas de um jeito diferente: o minimalismo aconchegante da época do Game Boy Color. É uma estética que atrai o olhar principalmente de quem viveu essa época, e de quem chegou agora e gosta de uma boa pixel art. A história tem um toque de inocência aventureira, com o protagonista se separando dos pais para se aventurar nas ruínas de uma civilização antiga.
Kings of Antikva
A reinvenção de uma ideia atemporal
Em outro artigo eu falei sobre como indies usam formatos conhecidos pra criar games novos, e Kings of Antikva é mais uma prova desse argumento. O game é um mix de damas e xadrez com peças vivas e combate em turnos e uma lógica simples: descobrir o tesouro do adversário e ganhar a partida. Ele vai além do spin-off de xadrez com um sistema de patentes e a névoa de guerra, que esconde as peças adversárias e faz o jogador ter que deduzir as peças de inimigo.
Baseado na moda do momento
Roguelike é o "pretinho básico" dos indies - todo mundo quer fazer um roguelike. Não considero isso um problema, vale dizer. É mais um comportamento da indústria. Dito isso, quem entra nessa onda é MOBUS, game no qual um monge com superpoderes luta contra ondas de inimigos que caem dos céus. Aí entra toda aquela mecânica de melhorias do personagem, o que eu acho bem bacana, pois torna o game mais engajador.
10 Hours Before the Sunrise
Não é o seu shooter multiplayer padrão
Já gostei muito de jogos de tiro. Mas a saturação de shooters de extração multiplayer no mercado me deu um desânimo real do gênero. Felizmente tive uma ótima surpresa com 10 Hours Before Sunrise, um shooter single-player com gráficos 8 bits, tipo game de Atari. Essa decisão é sensacional porque um game de tiro, na indústria de hoje, raramente abraça essa estética "simples." Apesar disso não se engane: não é um game ingênuo, ele promete uma atmosfera até tensa.
Talvez nenhum desses games agrade todo mundo, mas isso é uma boa coisa. Outra coisa melhor ainda é ver como os indies estão de uma vez por todas deixando para trás o estigma de cenário amador. É uma indústria que também não precisa mais ficar na sombra dos jogos AAA, mesmo que a imprensa ainda force esse tipo de coisa. Tem cada vez mais gente bacana criando games indie de todos os tipos, e quem mais ganha são os jogadores.








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