O Café Nerd continua mudando. Março trouxe o próximo nível dessa com novos desafios para resolver, e aprender a como usar a nova liberdade.


            ✉️ Carta de mês            

A medida que a poeira vai abaixando, a vida como revista digital começa a apresentar os seus desafios. Março foi um mês de aprender a navegar por eles sem perder o foco, segurar a paciência e entender que a forma de fazer as coisas antes morreu. Agora é vida nova, experiência nova pra produzir um conteúdo de gente pra gente, não um conteúdo saído direto do moedor de carne.

            📝 O que foi publicado            

Mais que um artigo, ele marcou o começo de um dos meus novos hábitos favoritos. Assisti a PWHL pela primeira vez, e oh. Nunca acertei tanto numa decisão. Hoje eu raramente perco um jogo, me divirto com a comunidade e sinceramente? A NHL é boa. Mas a PWHL tá me divertindo muito mais.

Não foi o primeiro texto esportivo aqui do site, mas é o meu favorito empatado com o da PWHL. Eu tava com ele guardado desde as Olimpíadas, tentando encaixar um bom momento de soltar - e ele enfim aconteceu. É um dos meus textos menos editados, melhor formatados, e o recado mais honesto que eu já dei nessa nova fase.

Um dos monstrinhos de março que eu escrevi sob a perspectiva de game design. Nem toda mecânica é inédita, mas é interessante como os desenvolvedores pegam isso e transformam em algo que é deles. Vai de encontro com uma coisa que eu digo há anos: não é sobre inventar a roda, mas inventar uma nova forma de fazer ela girar.

Demorei duas semanas pra fazer esse artigo porque ele foi aumentando e quase ficou fora de controle. Aqui eu usei o game design pra falar sobre como a estética desses games é parte chave da experiência, não é apenas um "que bonito." São títulos bem diferentes uns dos outros, muito interessantes e que vale a pena conferir.

            🧪 Experimentos e ajustes            

Eu queria escrever sobre esporte desde o Armadura Nerd, o site anterior ao Café Nerd. Mas como o meu estilo de trabalho era mais IGN/Comicbook.com, fazer isso parecia que eu viraria uma filial da ESPN e a ideia do site morreria. O que é uma perspectiva estúpida, porque se faz parte da cultura e é popular, é cultura pop. Graças a Deus o Café Nerd como era antes morreu, virou algo muito mais interessante, então não se espante se mais textos desse tipo surgirem aqui e ali.

            🧠 Bastidores editoriais            

Março foi um mês ridiculamente puxado pro emocional porque problemas não deixam de fazer spawn só porque você está triste. O Café Nerd também foi motivo de cansaço, mas ai eu descobri que "cansaço positivo" existe. Apesar do mês ter sido mais enxuto -eu planejei coisa que não saiu- o trabalho em cada texto foi mais aprofundado, o que me deixou muito feliz.

Eu estou começando a me posicionar na indústria dos videogames como alguém que gosta do texto além da notícia - alguém com muito interesse em interface, narrativa e experiência do jogador. Então decidi usar o Café Nerd como laboratório pra exercitar essa visão e deu um trabalho absurdo pra fazer esses artigos. Já digo sem erro que não vou escrever assim sempre, porque esse tipo de análise é densa, cansa e eu sou viciada em escrever, então quero explorar outros assuntos.

Apesar disso é algo muito recompensador, pois está me tirando a zona de conforto da qual eu já venho saindo há meses, e eu adoro isso. Escrever pra mim é tipo academia: quando aquele exercício fica muito confortável, é hora de mudar o treino. Não tenho medo de me adaptar. Ou melhor eu tenho medo, mas é tipo aquele frio na barriga antes de entrar na montanha-russa. 

E juntando isso ao poder das novas tecnologias pra me ajudar a encontrar assuntos e ângulos que antes eu não pensaria, ou levaria muito mais tempo pra pensar, eu tô igual a Sia e me sentindo unstopabble today. O que é muito empolgante, porque ter prazer em escrever oh quem diria, é o requisito básico pra carreira escrevendo. Então sim, são tempos cansativos da melhor maneira possível.

            🧭 O que fica de março            

Março abriu mais o leque das possibilidades do que eu posso fazer no Café Nerd e isso sim assunta um tanto. Depois de trabalhar tão limitada, repente meter o pé na porta e jogar esses limites fora, como tirar proveito dessa liberdade? É um problema muito engraçado, pois antes eu sofria com restrição de pauta, e agora eu "sofro" com o mundo de coisas sobre as quais eu posso falar.

            🔮 Olhando pra frente            

Lá fora o jornalismo de games me tirou o direito de errar porque sim, jornalista erra. E eu tava trazendo essa opressão pra cá no espaço que é meu. Não do editor-chefe que aparece, dispara um e-mail "estamos fazendo mudanças, mas não fiquem nervosos," some, e deixa todo mundo nervoso.

Não digo que nunca mais verei isso - "nunca" é uma palavra muito grande, e o mundo tem muita gente. Mas aqui no Café Nerd, o nosso cantinho, essa lógica não entra mais. Então abril é sobre usar o direito de errar, descobrir esse equilíbrio saudável entre criatividade x cansaço, experimentar novidades e ver o que fica.